Inteligência artificial aplicada ao Marketing: Watson da IBM vence no programa Jeopardy

Inteligência Artificial e Computação Cognitiva: que raio é isso?

Você entra no Netflix, e o aplicativo mostra uma lista de filmes e séries que combina com seu gosto. Você sobe uma foto no Facebook, e ele automaticamente sugere as marcações de pessoas, reconhecendo rostos. Você pensa em comprar um produto, sem comentar com ninguém. E mesmo assim começa a ver anúncios desse produto em sites. Como o Facebook sabe quem são as pessoas? Como os anunciantes parecem adivinhar minhas vontades?

Mágica? Feitiçaria? Não. Isso apenas significa que, em algum lugar, existe um computador aprendendo sobre você através de suas ações.

Atualmente, máquinas já estão conseguindo imitar melhor a forma humana de aprender e resolver problemas. A Inteligência Artificial (IA) vem gerando tecnologias que copiam a capacidade cognitiva do ser humano, seu aprendizado, comunicação e linguagem – e aplicam tudo isso a funções do dia a dia.

Rastreando tudo

O Facebook possui um algoritmo de reconhecimento visual, baseado nas fotos que você já marcou antes – e conhece seus gostos de acordo com suas interações em páginas e publicações (o que você pensou que fossem as “reações” nos posts?). O Google tem mecanismos que gravam praticamente todos os seus movimentos online, rastreando ações via GPS, reconhecendo e analisando dados – do Maps traçando sua linha do tempo até as avaliações e comentários dos lugares que visita, sites que você clica, e até como se comporta quando navega nesses sites. Milhares de sites rastreiam interação e comportamento através de cookies, aprendendo onde você clicou, de quais sites você saiu, e até aquela compra que você colocou no carrinho, mas desistiu antes de clicar em “comprar”. Tudo isso e muito, mas muito mais.

Através do Machine Learning, ou o aprendizado das máquinas, a IA de hoje aprende a identificar padrões e tomar decisões com o mínimo de intervenção humana. É a chamada Computação Cognitiva: os computadores têm maior integração com os seres humanos, aprendendo com cada interação e conseguindo fornecer respostas até a perguntas formuladas de maneiras não-específicas.

infográfico detalhando exemplo de funcionamento de uma inteligência artificialE o Marketing?

Quando dizemos “cada interação”, queremos dizer exatamente isso. Toda vez que você entra num site, fala com um suporte online, procura algo no Google, assiste a um filme no Netflix ou curte uma página no Facebook, você envia informações de comportamento para diversos servidores, plataformas e programas. Esses sistemas irão gravar suas ações e analisar seus padrões de comportamento, aprendendo e usando tudo isso para sempre melhorar sua experiência das próximas vezes.

Com isso, as máquinas aprendem que tipo de produto você pode gostar, o tipo de música você ouve, que lugares você frequenta, sua preferência em filmes – e tudo isso pode ser aproveitado pelo marketing das empresas.

Até onde vai a inteligência artificial?

No final das contas, as aplicações são quase infinitas. Como as tecnologias estão sendo desenhadas para aprender com a gente, nós podemos direcioná-las para ajudar em praticamente qualquer tarefa. Basta analisar caso a caso: qual é o segmento da empresa, qual é seu público e o que você quer que a máquina faça.

Já existe uma infinidade de cases mostrando a eficiência da IA no dia a dia das empresas. Há 7 anos, a plataforma cognitiva Watson, da gigante IBM, competiu em pé de igualdade com alguns dos melhores participantes do programa Jeopardy, nos Estados Unidos. E venceu.

Seja na análise e revisão de dados, fornecendo insights sobre seu consumidor ou até mesmo ajudando a descobrir fraudes através de anomalias em processos comuns, o computador está aprendendo rapidamente a lidar com o ser humano. E vice-versa.

Igni Lab: Colocando a mão na massa

Para esclarecer o assunto, no último dia 5 de julho a Igni Brasil teve o prazer de promover mais uma edição do Igni Lab, workshop focado em debater os assuntos mais quentes do mundo da tecnologia e marketing digital. O evento aconteceu no Client Center da IBM, em São Paulo, e contou com a presença de executivos das mais diversas áreas e mercados. Todos interessados em aproveitar ao máximo o “cérebro” dos computadores, e adequar suas ações a essa nova era. Para isso foram demonstradas algumas das funcionalidades do IBM Watson, e os participantes puderam constatar hands-on as (muitas) capacidades e utilidades da IA no dia a dia do marketing moderno.

A principal questão era sobre o futuro. E segundo Ginni Rometty, CEO da IBM, a resposta é simples: “Para a maioria das empresas, não vai ser homem ou máquina, mas uma parceria entre os dois.”

Se quiser conhecer melhor as possibilidades da inteligência artificial, fale com a gente! 😀

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